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domingo, 21 de setembro de 2014

Máquina do Tempo

Autor: Rogério Lima Corrêa

Sol ardente, daqueles mais inconvenientes de uma manhã seca. Quem vive rodeado por concreto sabe que fim de ano não perdoa quem peca pela falta de paciência e soa escancaradamente. No meu caso, lamento cada gota de suor que ainda não caiu enquanto meu corpo estático repousa numa calçada qualquer.
Vejo pessoas inquietas e frigidas organizando o gado de fãs enfileirados. Escuto as mesmas músicas precedidas por gritos histéricos. No meio da confusão, lá está ela. Brilho enluarado de cabelos dourados que acompanha o ritmo ininterrupto dos olhares enérgicos da mulher que, por um instante, parou o tempo. Anjo irritadiço. Um breve "bom dia e prazer em conhecê-la".
O relógio corre!
Detestamos despedidas e nossos braços entrelaçados denunciam o óbvio. Falando nisso, braços. Não, prefiro laços. O relógio foi vencido pela vontade e minhas mãos puderam puxar sua cintura com toda a vivacidade que os filmes de hollywood apresentam em finais épicos. O calor dos lábios mesmo sem toque torna-se tão evidente que o beijo demora a terminar.
O calendário se perde!
Mãos dadas unem pessoas e salvam vidas. Fugir do clichê, no entanto, é refletir sobre a maravilhosa dor de pescoço quando viramos a todo instante para olhar fixamente a pessoa querida. Sonhos se tornam realidade. Primeiro, o show. Depois, seus olhos fechados. São memórias de uma realidade inspiradora, entre perguntas e frapuccinos.
Máquina do tempo!
Pássaros entoam cantos antes desconhecidos ao meu ouvido pouco viajante. A paisagem espiritual compõe o cenário prometido e, como bem sabe, promessa é dívida. Declamei:

Entre parques e poemas, rosas e casas
A certeza do passado ter passado uma lição
Chama-nos atenção entre fotos e cafés
Convida-nos assim a explorar novos horizontes

Scwarzwald, primeira parada. Primeiros beijos no pescoço indicam um café da manhã com versos e calores. Da fila ao “bom dia”, só que desta vez em outros idiomas. Viajo sem sair do lugar nas delicadas linhas de sua cintura.
Atemporalidade!
A cruz que me foi devolvida pelas mãos do anjo atemporal brilhou. É um colar muito bonito que representa a despedida do passado. Pus o colar novamente dans les mains de l'ange com a louca promessa de possuí-lo novamente quando pisasse em terras europeias. Tempo é dinheiro e nossas economias estão crescendo, pensei.
Decidimos encerrar qualquer chance de romance frívolo. Optamos pela sintonia de corações e mentes, impulsionados por beijos e palavras comicamente gaguejadas por mim. E olha que vivo de palavras. Vamos viajar, porque o espaço é nossa estrada. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Breve Descrição do Caos III

Texto baseado em mensagens de texto.

Título: Breve Descrição do Caos III
Autor: Rogério Lima Corrêa

Bom dia. Consegue ligar nossos pensamentos? Não sei se devo ligá-los novamente, contudo gostaria que uma vez mais você dissesse algo.
Logo mais repousarei, pois a noite de quatro meses finalmente começa a cair. Indecisão. Há um contraste entre seu sorriso e meu destino. Todavia, é reconfortante vê-lo novamente.
Cá estamos, à beira do lado da Aclimação. Veja! Um marreco morto, está boiando em nossa direção. Você sabe o que isto quer dizer? Lento, sem rumo. Talvez sejamos o final de um rumo incerto. Você realmente pode me dizer o que isto significa?! Tenho medo.
Peço desculpas, porém não consigo parar de chorar, não sou forte. Minha pele demonstra a ausência de sentimentos pelo mundo, aliada às lágrimas dos meus erros. Não! Você não é o causador da minha tristeza, mas meus erros são! Chorarei todos os dias por você e pelo mal que causei aos seus versos.
Por outro lado, sei que um dia vou encontrar o caminho. Está dentro de mim. Temo, no entanto, que eu demore a encontrá-lo e venha a perdê-lo para sempre. Você consegue olhar nos meus olhos? Fale algo, responda. Seus braços, seu rosto, sua respiração!
Está consumado. Onde está? Pergunto-me se meu destino fará parte do Rogério que tanto amei. Desfalecido, você canta como se estivesse me socorrendo de uma maldição. Mesmo sempre detestando o seu canto, seus versos, atitudes... Nunca menti para você.
Quero que saiba de uma coisa: estou escrevendo sobre o que realmente sinto, espero que um dia possa ler; assim como sempre li seus poemas e pensamentos. Porém o dia está se esvaindo.
Está frio. Este é o meu fim, mas antes posso te pedir uma coisa? Transforme o que sente por mim em ódio, raiva, desprezo, qualquer um. Sei que parece egoísta, mas seu desprezo é meu castigo, meu fim.
Rogério? Rogério?! Está consumado. Pergunto-me se foi o meu destino que o matou. Guarde-me dentro de você, assim como você nunca saiu dentro de mim. Meu sangue em sua honra. Está selado. Desce? Vá em paz.

==

Este foi, de fato, o meu fim.

Obrigado por tudo. Mesmo.

sábado, 10 de setembro de 2011

Requiem Rosalia

Depois de lágrimas, dúvidas e introspecção percebi que devo ser tão intenso como as pessoas que fizeram parte da minha história. Claro, a partida da Roh foi um baque, mas... Eu sei que ela está correndo muito mais rápido. Voando.

Réquiem Rosália

Autor: Rogério Lima Corrêa


Você correu mais do que o mundo

Deixou o tempo para trás

Criou asas e se tornou parte do vento

E da brisa matinal do nosso último adeus


Seja iluminada, como a rosa que lancei sobre ti

Branca, sedosa e cheia de liberdade

Que seus passos sejam sobre lírios

Seja feita a sua imagem nas nuvens,

Da mesma maneira que a vejo em meu coração

Que a sua doce voz ecoe pelos céus

Seja vista pelos anjos e reverenciada

Na Terra, já nos prostramos diante de sua paz


Rogo por sua inspiração

Clamo pela sua intensidade

Suplico por mais um sorriso

Imploro para matar saudade


Vá com o Sol e siga o caminho

Através da fumaça, a estrada leva ao infinito

Como infinitamente a fumaça do meu cigarro esvair-se-á

E, palidamente, imitará sua jornada


Corra, mas tente me esperar

Toque-me com seu suspiro

Assim como a toquei com a alva rosa

E encerrei a prece pelo nosso destino


==

O resto é comigo.

domingo, 24 de julho de 2011

Adeus ou até logo?

Adeus ou até logo?

Me poupe... Nunca iria encerrar minhas atividades artísticas só porque uma cretina bagunçou minha mente.
Me envergonho de ter deixado meu blog parado. Amo a minha arte. Os outros eu apenas tolero.

Beijos.


=

Rogério Char

domingo, 10 de abril de 2011

Letargia

Título: Momentos que precedem o desmaio
Autor: Rogério Lima Corrêa

Luz cega vem ao horizonte
Não vê, apenas passa
Mais um dia em forma de noite
V--, sem tempo e pro--

Faz--- um show de vaidad--
Difíc-l de comprar, fácil
De partic----, instant--
Um gole à falsa sobr------

Vent- - Leve, leva e ---------
Dançam ---- bail------
Garra--- gir-- e ilum----
Um li--- espetá---- no in-----

Gritos nã- s-- ou-----
Se -- não -------
D------- l----- - --------
-----------------
-----------------[sirenes.

==

(Deu para entender nada, né? Depois eu posto a versão compreensível)

Beijos,

Rogério Char

terça-feira, 5 de abril de 2011

E aí?

Se o guarda-chuva quebrado,
Seja do empresário introspectivo
Ou do mendigo andarilho
E aí? Pode funcionar

Se o cigarro de um atrapalha
Todos perdem tempo, talvez;
Alguns, a sanidade. Salubridade?
Mas para um? Passa despercebido

Se o remédio faz efeito,
Alguém também pode reclamar
Ao paulistano não há enfermidade,
Apenas a chance de não trabalhar

Se o grito voa,
Voe para saber
E aí? Pode funcionar
Ruim é ficar à toa

domingo, 30 de janeiro de 2011

Ao espírito mais raro deste Multiverso

Danny Morgan.

Autora do calor temporal
Sim, está chovendo lá fora
Descubramo-nos para o incêndio
Deusa sem tempo, não vá embora, embora...

I can't fake my true feelings
I can't avoid drowning in shadows
I couldn't touch you, reach and adore
That's why the evils keep singing it more

Na fala do fado ao esquecimento
Nenhum estalo de lábios será esquecido
E qualquer olhar pelo amor despido
Nada a nenhum, privação do sentimento

Sua imagem quando me prostro em choro
De guerreiro é palpitante miragem
Junto ao vinho coração coage
Reage em embriaguez à falta de coragem

Alva rósea menina, flama
Dos cinco indicadores, áurea
Sabes que sou o que tu és
Versa, aura

Brinco de senhor do tempo
Por saber demais da versatilidade
Espacial
Entre nós, Tudo e Nada.


====
Uma nova era começa.

Beijos a todos.

Obs: Medley de "Simples" (parágrafo I), "Damnation at the Ocean's Floor" (II), "Decair, parte II - A Morte" (III e IV) e "Parafernália Cósmica" (V e VI). Qualquer uso destes poemas sem a autorização do autor (Rogério Lima Corrêa) acarretará em execuções judiciais contra o fdp, tal como as surubas de inúmeras execuções na Jumbo Cat. Ou seja: prepare-se, farei o sangue jorrar pelo seu couro cabeludo, infrator.

Obrigado.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Pantera Escarlate

Patrícia.

Título: After-Effect
Autor: Rogério Lima Corrêa

Ação perdida em momentos Frenesi
Quem nunca obteve, invejou, perdeu?
Atitudes precipitadas frente a ti:
Fácil, à forma de loucos frente ao abismo

After-effect – o Tempo não perdoa;
Condena-me ao pensamento transcendental
Transpassa bom senso, amizade, adrenalina
Por uma maldita imagem perpétua nada romântica

Insegurança, talvez? Beijos vividos em pretérito
Surrealizam prazeres etéreos, enluarados
Mesmo que vívidos e experienciados
Concretizam real vontade de provável desatino

Dois modos
Um momento para olhar
Para em momento algum gesto tentar
Cafajeste, desequilíbrio ou amor de momento?

==

Ano novo? Atitude...

domingo, 5 de dezembro de 2010

My Revolution*

Bons dias, caros leitores.

Será que o imediatismo é tão bom assim? A sociedade propaga um dinamismo que a própria massa da mesma não está acostumada. Perdem o controle e tornam-se robôs ou loucos. Agora tornou-se mais fácil parecer inteligente diante de todos. Basta ser você mesmo, sem influências hype.

Faz tempo que não escrevo. Devo aprender a escrever algo diferente de poesia senão a minha vida e este blog tornar-se-ão um completo tédio. Até porque não sou um poeta daqueles. Se nada der certo, viro cafetão da Peixoto Gomide.

Título: Don’t stop the music
Autor: Rogério Lima Corrêa

Notas invisíveis, suspensas pelo ar
Possibilitam sensível toque
Caso raro, fazer música assim
Inaudível - o zunido de sua presença

Versa, aura. Toque, solo
Tic-tac, um compasso 8x8
Mais uma guitarra aguda,
Mais dia, menos tempo
A música é curta; duelo
De egos, base, técnicas
Experiências contidas (ou reprimidas)
E o inferno chega mais perto
Com os anjos caídos de um rock
Agressivo, dotado string compulsivo
Nos condena a um calor obssessivo
A cada infeliz momento que as malditas
Notas invisíveis chocam-se umas com
As outras
Outra vez
Mais tempo, mais dia
Exista mais, quem diria
Viva sem mais, poesia
Arte não, instinto;
Logo seu toque choca-se ao meu
Som, e todas as guitarras que prometiam
Um grande show cumprem seu papel:
Chocam-se às caixas, explodem
A moral, as grades de proteção
Incendeiam os vícios, em gotas
De suor incontido
De novo, zunido
Novo, por instinto
Don’t stop the music, repeat
Diferencial nosso – distinto.


Está sem edição, mas achei tão bonitinho que vai ficar assim.

Abraços, beijos e afagos.

==========
*Título: "My Revolution, música da Misato Watanabe (1986)"

sábado, 25 de setembro de 2010

Malícia Moderna

Título: Malícia moderna
Autor: Rogério Lima Corrêa

Vasta cósmica atemporal
Poeira de fim de tarde
Bem que nada sabem!
Filosofando demagogia

Ouro de tolos, ou são burros, ou
Fingir enxergar torna-se fácil, ou
Fazer teatro torna-se padrão, ou
Trata-se de uma praga cult operária

Desespero alheio, babilônia
Cinzenta, hiper modernista
Desgraçada medusa de concreto;
Apaixona e abate por heresia

Ondas pouco religiosas
De energias nada virtuosas
Sonora, caótica comportamental
Ninguém sente, mas todo mundo pensa
[que pensa!

Ai de quem duvida deles
Bem que bom senso sempre diz
Que sempre é mais feliz quem duvida
Do mundo em plena sexta-feira à noite!

===================

Poemas registrados e fiscalizados. Mas se quiser copiar para o seu blog, fique a vontade. Apenas avise antes, ok?
(ultimamente este blog está tão parado...)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Pai nosso, Marginal

Nuvem de chão, poeira mista
Detritos perpendiculam a via:
Paralela, expressa, tangente
Nasal – talvez fatal – principalmente

Nariz de palhaço – uma doce ilusão
Cosmopolita versus realidade
Todo mundo usa, alinhado
Brake lights acesos na noite Marginal

Modo incomum de falar à multidão
Sem voz alguma, apenas buzina
Ao próximo, buzina e ronco;
Duelo de impotentes afetados pelo stress

Stress! Bem lembrado e lamentado
Seduz e convence homens sãos
Torna touros todos os cidadãos
Enraivecidos, prontos a serem abatidos

Stress! De sobrenome Sol
“Calor”, seu cumprimento matutino
Missão na Terra: desunião
Inimigo: preciosos analgésicos

Fumaça, fuligem, glossário do Fu
Fusca carroça e seu motor nada polido
1500 cilindradas e um dono 1500
Vezes menos inteligente – o carro enguiçou

Novamente enfileirados, sociedade
Organizada, de incompetência engravatada
Culpa do Fusca e seu motorista
Porque todo cidadão tem seu papel

Mais fumaça, poeira, discussão?
Engarrafamentos e aroma Tietê?
Espalhe a boa nova aos presentes
Porque finda agora o expediente

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Bem, não preciso contar novidades, afinal a minha vida pelo visto virou jornal. Só tem uma coisa que me deixa indignado até hoje: lembram-se daquele poema dividido em 20 dias? A "dona" que me inspirou sequer dá a mínima pra mim. Amizade pelo visto tem prazo de validade. É f***...

Beijos e obrigado pela visita!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Breve descrição do Caos II

- Quando tudo parece exercer pressão e me incomodar, fujo para o meu mundo, ouvindo a minha música no escuro completo.
- Seu mundo é vasto e convidativo, porém incompleto. Neste lugar, não há cores ou linhas, as formas não sobrevivem; somente sua voz ecoa no éter que envolve esta paranóia simplista. Ao menos não é preciso perguntar “quem sou eu”, afinal você sabe que é um pouco de tudo e nada e muito de vice-versa. O meu mundo você já conhece.
- Não. Felizmente ou infelizmente sequer estou próxima disto.
- O meu mundo é um abismo. Enorme abismo composto pela matéria Nada. Cantinho empoeirado onde tudo se faz e nada se cria. Cataclismo. Não, calmaria. Talvez a divisão entre elevações e mundos alheios acabou por originar esta casa de número zero.
- Você se sente bem neste lugar?
- Muito bem, obrigado. Aprendi a sorrir e a aprender a importância da alegria frente à escuridão. Há, contudo, uma troca equivalente. À medida que algo é criado, o abismo expande. Quer saber?
- O que?
- Asas. Aprendi a arquitetar asas com um caro amigo arcanjo. Não sei se aprendi a voar, mas este pecado para mim se tornou divino. Mesmo expandindo vertiginosamente, abismo nenhum impedirá este jovem lunar de alcançar sua meta.
- Voar?
- Além. Materializar-me além, transpor-me sobre o sagrado por um instante, voar como flecha de aura por sobre os céus e aterrissar no mundo onde não há cores ou linhas e as formas não sobrevivem. Éter. Eternizar.
- Bobo. Estou gostando disso.
- Alegria, se lembra? Hora de impactar no breu.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Inconstante. Ou não. (parte final)

#Dia 15

Delírio avermelhado, meu ponto forte
Intensidade ao uni-la, provando sorte
Brado a Lua: veja e reconheça
Os gatos selvagens que a acompanham pelo breu!

#Dia 16

Antes, durante e depois de um dia
De chuva - sensação ingrata de um dia
De frio - antes tarde do que nunca
Sem respostas e sem mais, devo envolvê-la

#Dia 17

Vidros já não mais separam
Os homens sim
Ruas, desencontros também;
Assim como o semáforo de suas intenções

#Dia 18

Só de observar o creme cafona
Claro bege salmão de tudo ao redor
Nada muda, apenas suja
Quero apenas sua elegância dark

#Dia 19

Just a fool on the planet
Porque este sonho compartilhado
Causa tremendo efeito colateral
Ressaca, dissimulação, vício

Sensação de jogar os olhos a frente
Do tempo - guiar nossos ombros alinhados
Executar a balança do poder, pendular
Dançar lentamente alguns sucessos

#Dia 20

=====

Este último dia não é da conta de ninguém, acho. Mesmo assim espero que tenham gostado. Abraços.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Inconstante. Ou não. (parte 1)

Segue parte da minha melhor obra. Absolutamente a mais chamativa, ao menos. Neste momento, pouco importa; apenas espero que apreciem.

Título: Passos marcados para uma valsa de 20 dias
Autor: Rogério Lima Corrêa

#Dia 1

Sonhos tragados ao grito
Do vidro que separa e quebra
Com o lugar que lhe pertence
Uma cadeira cheia de vontades

#Dia 2

Vaidades armadas que declamam
Incertezas, em gestos imprecisos;
Contraste conciso e mais um toque
Iniciante pronto para o caos

#Dia 3

Verso em duelo de lâminas
Vozes em choque. Aura,
Vasta em atitudes que,
Sonhadoras, brincam pecados

#Dia 4

Perfil - visão panorâmica
Erros compartilhados por quê?
Finesse de trevas, faz-me sentir;
Farei você calar

# Dia 5

Surpresa ao rabiscá-la
Ensaiar o ensaio do anseio
De seu colo aquecido
Enegrecido. Possuído

# Dia 6

O inferno pede silêncio
Como se apenas uma provocação
Despisse barreiras tão capitais
Diante de carnais condenações

#Dia 7

Preparo minha sandice ao vê-la
Partir sete luas. Sobriedade
Rendada que, de forma escancarada
Convida meu corpo ao seu pescoço

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Coisas que o tempo não apaga, apenas modifica o .doc ou .txt

Bons dias, pessoal.

Neste post, deixo para apreciação algumas obras inacabadas. In fact, muitos dos versos abaixo mostrados fazem parte de outras obras registradas. De minha autoria, claro.

Sem título (2006)
Autor: Rogério Lima Corrêa

Deixa-me tocar teus versos então
Percorro-te com minhas intenções
Assim como as plumas desfalecem
Sobre ti revelam-se emoções

Em meio à tempestade estamos
Trazemos confusão ao firme leito
Olhar teu entre movimentos nossos
A tempestade grita nossos nomes!

Semeamos amor
Juntos repousamos, alimentando
Tempo, tempo, tempo; sem mais sussurros
Juntos à tempestade, gritando

=

Autor: Rogério Lima Corrêa
Título: Ilimitações do ser (2007)

(Potência desvairada
Contente por
Descontentamento)

Faculdades do falso ser
Intenções dúbias para anjos
De justiça
Sonora
Que se esvai
E decompõe o vazio
Completo,
Tempestuoso,
Gritante
Consumindo a carne em voraz angústia
Perplexa com paixões
Complexa no ilimitado
Consumado está.

====

Depois de um poema decente em inglês , alguns rascunhos para detonar a expectativa por algo maior. Calma, calma... Você é mais velho (a) que eu e pode esperar mais. Abraços

Broken Truce

(Da série "Rogério Char e seu intermediate-advanced english semi-compreensível")

Título: Broken Truce
Autor: Rogério Char

(Part 1 - Dreams Come True)

Spill out the petals from
The constellation of your silence
Rise, there's something between us
Raging like a storm in a vacuum

One more turn and we're down
Against childish indecisions
Spike 'em and leave the rest up
To the winds of deep insanity

Despair - a promise never declaimed
Time is passing me by
Changing the way I feel about mankind
Wind's like a friend right now

(Part 2 - Full Open Heart Breakthrough/ Panic)

Can I show the face of your life?
Can I shine the eyes of your days?
Can I be your shield and your knife?
Then I'll guide you in many ways

Too late, you cannot stop anymore
Oddity remains the same, name of the game
Our deep locked hearts are all going down
Falling! Under an open scream of a broken truce

(Part 3 - Thrusters-like candle eyes)

Something's wrong then, such intensity
What's going on with common sense?
Time to defy the stars, those windy illusions
Encountering each other, beyond the time

I'm staring at the dazzle
Giving up the frozen moon
To a long, deep, suicide
Flaming forbidden waltz

These words aren't powerless
Heartbeat now is for real
I'm not alone anymore
Now that you're here with me


====

Um grande abraço a todos. Novos textos estão nascendo.
(Ah sim, o nome Rogério Char é registrado, gente!)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Faz sentido.

Olhando novamente para o nada? Cá entre nós, pouco nobre mirar um pedaço de cor morta usando, na verdade, esta sua franzida e forçada linha junto a sobrancelha.
Espere, cale-se. Não há homem que não se torne às lágrimas. Pense bem, seu corpo me leva a conclusões mórbidas, tal como se fosse uma corredeira de grãos de areia desfacelando pelo sofá. Que tristeza, hein? Quer mais?
O pior neste caso é o fato de você estar viva. Suicida de terceira linha, daquelas que formulam clichês bem aceitos. Nada pode ser feito, você está condenada a vagar com os olhos frente ao corpo. Ou corpos. Quem mandou não fazer o que poderia ter sido feito? Vice-versa idem, estagnada e constante do meu tédio.
Nas últimas noites, confesso, você fez o certo. Envolveu-me com o ápice de suas mentiras amanhecidas. Sabedoria e coragem. Gritou alto que eu estava sob o seu domínio, mas sequer consegui enxergá-la. Alma penada! Perdeu a voz.
Aceita um café? Vamos sair depois? De que adianta mover meus braços para destinos incertos como se fosse um robô se nada do que pretendo para com a sua pessoa faz sentido? Apesar do desejo, minhas mal traçadas linhas de lamento não deixariam eu me tornar o demônio da sua não-existência. Haja ego, pecador.
Menina dos olhos de vapor, levante-se. Um momento a mais de prosa e teremos o triste fim de todos os casais que nunca o foram. Por fim, antes que haja aurora e despertar deste sonho, saiba que tudo isto faz um sentido danado. Porque sabemos bem que danado é o condenado. E que eu hei de desfrutar desta prisão como se fosse a minha casa. Amém.


================

...?

terça-feira, 6 de abril de 2010

Daicon, Sci-Fi, Cultura Pop. O único Twilight que presta, para quem tem mais de 20 anos"



A partir de 1:35 você descobrirá porque os japoneses estão anos-luz a frente.
Para constar: é uma animação feita para uma feira Sci-Fi que ocorria no Japão há cerca de 3 décadas. Por violar centenas de direitos autorais, a distribuição deste vídeo foi proibida. Logo, o Laser-Disc (se você não sabe o que é, morra) contendo a abertura e mais alguns retratos virou raridade, assim como o Santo Graal.

A música tema deste vídeo é "Twilight", composta por Jeff Lynne e performada pela Electric Light Orchestra, uma das maiores bandas da história do rock

Por que eu postei este vídeo num blog de poesia? Porque este blog não é só de poesia, dãã. Arte. Vamos ver quantos personagens você consegue identificar no vídeo... Se identificar 20 ou mais, ganha um prêmio especial do Char. Ops... Char, um dos que aparece no vídeo (fikdik).
A resposta (listagem das referências de personagens) aparecerá no próximo post. Aproveitem o vídeo e beijos!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Agora eu sei porque meu namoro de um ano e meio terminou em 2008...

... Porque eu fiz poesia para todas as amigas dela. Para ela, bem, deixa para lá.

Só depois que o namoro terminou que eu desandei a escrever sobre ela. Era tudo porcaria, sentimentalismo barato de quem estava claramente afetado. Sabe, acho que os relacionamentos são os piores inimigos da poesia.

Um dos poemas da minha "fase negra" se chama "Breve descrição do caos". Clichê, I know, mas tinha lá sua profundidade.

Título: Breve Descrição do Caos
Autor: Rogério Lima Corrêa

Palavras solitárias esparramadas
Em minha cama. Pergunta onde
Estão os suaves gestos que um dia
As uniram. Fugiram. Irradia

À luz rasa sobre a escrivaninha
onde a observava em virginal repouso
Ouvindo "I love You" e jurando
Preces que eternamente estaria sonhando

Fumaça e espuma poetas
Desenham a ilusão em copos
Escrevem "Amo-te" por vício
Em maldizer a virtude do fim ao início

Acendo a luz
Ascendo ao tom
De nossos corpos nus
Daquele tempo bom

======

Doeu?

segunda-feira, 15 de março de 2010

Heart Shield attacks once again

Quantas páginas você quer ocupar no livro da história de alguém? Sendo assim, já parou para pensar em quantas páginas de sua própria história você está sacrificando?

Vale a pena? (Y/N)

(Yes)


Título: Transmissão

Autor: Rogério Lima Corrêa


Poemas, todos panos

Necro Amabilia ao vento

Pois o poeta tenta

Um tiro no escuro


Linhas elétricas que toda noite

Insistem em investir neste jovem,

Amante,que acabou de descobrir:

A poesia é o toque da doce voz


Linhas, levem palavras para ela;

Espero o tear magnético de meus sentimentos

Entrelaçados em antenas por todo o planeta

A recíproca é possível


"O impossível

não existe

Há apenas o improvável

Eu te amo"


E assim caiu a linha


-

(No)

Título: Cegueira

Autor: Rogério Lima Corrêa


Meus olhos fecharam-se para o Sol

Sem saber se era para ela que estavam a olhar;

Esperar a meia-luz do limiar

Sol da noite - enluará


Sinto-me trancafiado nessa desvairada

Detenção simpática, iluminada e agradável;

As verdades que só cruzando a rua do inevitável

Breu do nada - estrelará


Quero mais é que minha seriedade

Morra de overdose na mesmíssima

Psicose; assassinada pelos agentes da osmose

Ego cego - necrosará


Melhor pedir o ninguém da natureza morta

Em casamento; a novidade descansa sua pele

No cemitério; ela ainda olha para o Sol

Menina, meu amor - vou te matar


(N.A: "Esperar a meia luz" mesmo, sem a crase)

=

O final deste último poema é meio trash, mas fazer o que? Não vou mudá-lo após 2 anos.

Well, espero de alguma maneira ter ajudado.