domingo, 21 de setembro de 2014
Máquina do Tempo
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Breve Descrição do Caos III
Título: Breve Descrição do Caos III
Autor: Rogério Lima Corrêa
Bom dia. Consegue ligar nossos pensamentos? Não sei se devo ligá-los novamente, contudo gostaria que uma vez mais você dissesse algo.
Logo mais repousarei, pois a noite de quatro meses finalmente começa a cair. Indecisão. Há um contraste entre seu sorriso e meu destino. Todavia, é reconfortante vê-lo novamente.
Cá estamos, à beira do lado da Aclimação. Veja! Um marreco morto, está boiando em nossa direção. Você sabe o que isto quer dizer? Lento, sem rumo. Talvez sejamos o final de um rumo incerto. Você realmente pode me dizer o que isto significa?! Tenho medo.
Peço desculpas, porém não consigo parar de chorar, não sou forte. Minha pele demonstra a ausência de sentimentos pelo mundo, aliada às lágrimas dos meus erros. Não! Você não é o causador da minha tristeza, mas meus erros são! Chorarei todos os dias por você e pelo mal que causei aos seus versos.
Por outro lado, sei que um dia vou encontrar o caminho. Está dentro de mim. Temo, no entanto, que eu demore a encontrá-lo e venha a perdê-lo para sempre. Você consegue olhar nos meus olhos? Fale algo, responda. Seus braços, seu rosto, sua respiração!
Está consumado. Onde está? Pergunto-me se meu destino fará parte do Rogério que tanto amei. Desfalecido, você canta como se estivesse me socorrendo de uma maldição. Mesmo sempre detestando o seu canto, seus versos, atitudes... Nunca menti para você.
Quero que saiba de uma coisa: estou escrevendo sobre o que realmente sinto, espero que um dia possa ler; assim como sempre li seus poemas e pensamentos. Porém o dia está se esvaindo.
Está frio. Este é o meu fim, mas antes posso te pedir uma coisa? Transforme o que sente por mim em ódio, raiva, desprezo, qualquer um. Sei que parece egoísta, mas seu desprezo é meu castigo, meu fim.
Rogério? Rogério?! Está consumado. Pergunto-me se foi o meu destino que o matou. Guarde-me dentro de você, assim como você nunca saiu dentro de mim. Meu sangue em sua honra. Está selado. Desce? Vá em paz.
==
Este foi, de fato, o meu fim.
Obrigado por tudo. Mesmo.
sábado, 10 de setembro de 2011
Requiem Rosalia
Réquiem Rosália
Autor: Rogério Lima Corrêa
Você correu mais do que o mundo
Deixou o tempo para trás
Criou asas e se tornou parte do vento
E da brisa matinal do nosso último adeus
Seja iluminada, como a rosa que lancei sobre ti
Branca, sedosa e cheia de liberdade
Que seus passos sejam sobre lírios
Seja feita a sua imagem nas nuvens,
Da mesma maneira que a vejo em meu coração
Que a sua doce voz ecoe pelos céus
Seja vista pelos anjos e reverenciada
Na Terra, já nos prostramos diante de sua paz
Rogo por sua inspiração
Clamo pela sua intensidade
Suplico por mais um sorriso
Imploro para matar saudade
Vá com o Sol e siga o caminho
Através da fumaça, a estrada leva ao infinito
Como infinitamente a fumaça do meu cigarro esvair-se-á
E, palidamente, imitará sua jornada
Corra, mas tente me esperar
Toque-me com seu suspiro
Assim como a toquei com a alva rosa
E encerrei a prece pelo nosso destino
==
O resto é comigo.
domingo, 24 de julho de 2011
Adeus ou até logo?
Me poupe... Nunca iria encerrar minhas atividades artísticas só porque uma cretina bagunçou minha mente.
Me envergonho de ter deixado meu blog parado. Amo a minha arte. Os outros eu apenas tolero.
Beijos.
=
Rogério Char
domingo, 10 de abril de 2011
Letargia
Autor: Rogério Lima Corrêa
Luz cega vem ao horizonte
Não vê, apenas passa
Mais um dia em forma de noite
V--, sem tempo e pro--
Faz--- um show de vaidad--
Difíc-l de comprar, fácil
De partic----, instant--
Um gole à falsa sobr------
Vent- - Leve, leva e ---------
Dançam ---- bail------
Garra--- gir-- e ilum----
Um li--- espetá---- no in-----
Gritos nã- s-- ou-----
Se -- não -------
D------- l----- - --------
-----------------
-----------------[sirenes.
==
(Deu para entender nada, né? Depois eu posto a versão compreensível)
Beijos,
Rogério Char
terça-feira, 5 de abril de 2011
E aí?
Seja do empresário introspectivo
Ou do mendigo andarilho
E aí? Pode funcionar
Se o cigarro de um atrapalha
Todos perdem tempo, talvez;
Alguns, a sanidade. Salubridade?
Mas para um? Passa despercebido
Se o remédio faz efeito,
Alguém também pode reclamar
Ao paulistano não há enfermidade,
Apenas a chance de não trabalhar
Se o grito voa,
Voe para saber
E aí? Pode funcionar
Ruim é ficar à toa
domingo, 30 de janeiro de 2011
Ao espírito mais raro deste Multiverso
Autora do calor temporal
Sim, está chovendo lá fora
Descubramo-nos para o incêndio
Deusa sem tempo, não vá embora, embora...
I can't fake my true feelings
I can't avoid drowning in shadows
I couldn't touch you, reach and adore
That's why the evils keep singing it more
Na fala do fado ao esquecimento
Nenhum estalo de lábios será esquecido
E qualquer olhar pelo amor despido
Nada a nenhum, privação do sentimento
Sua imagem quando me prostro em choro
De guerreiro é palpitante miragem
Junto ao vinho coração coage
Reage em embriaguez à falta de coragem
Alva rósea menina, flama
Dos cinco indicadores, áurea
Sabes que sou o que tu és
Versa, aura
Brinco de senhor do tempo
Por saber demais da versatilidade
Espacial
Entre nós, Tudo e Nada.
====
Uma nova era começa.
Beijos a todos.
Obs: Medley de "Simples" (parágrafo I), "Damnation at the Ocean's Floor" (II), "Decair, parte II - A Morte" (III e IV) e "Parafernália Cósmica" (V e VI). Qualquer uso destes poemas sem a autorização do autor (Rogério Lima Corrêa) acarretará em execuções judiciais contra o fdp, tal como as surubas de inúmeras execuções na Jumbo Cat. Ou seja: prepare-se, farei o sangue jorrar pelo seu couro cabeludo, infrator.
Obrigado.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Pantera Escarlate
Título: After-Effect
Autor: Rogério Lima Corrêa
Ação perdida em momentos Frenesi
Quem nunca obteve, invejou, perdeu?
Atitudes precipitadas frente a ti:
Fácil, à forma de loucos frente ao abismo
After-effect – o Tempo não perdoa;
Condena-me ao pensamento transcendental
Transpassa bom senso, amizade, adrenalina
Por uma maldita imagem perpétua nada romântica
Insegurança, talvez? Beijos vividos em pretérito
Surrealizam prazeres etéreos, enluarados
Mesmo que vívidos e experienciados
Concretizam real vontade de provável desatino
Dois modos
Um momento para olhar
Para em momento algum gesto tentar
Cafajeste, desequilíbrio ou amor de momento?
==
Ano novo? Atitude...
domingo, 5 de dezembro de 2010
My Revolution*
Será que o imediatismo é tão bom assim? A sociedade propaga um dinamismo que a própria massa da mesma não está acostumada. Perdem o controle e tornam-se robôs ou loucos. Agora tornou-se mais fácil parecer inteligente diante de todos. Basta ser você mesmo, sem influências hype.
Faz tempo que não escrevo. Devo aprender a escrever algo diferente de poesia senão a minha vida e este blog tornar-se-ão um completo tédio. Até porque não sou um poeta daqueles. Se nada der certo, viro cafetão da Peixoto Gomide.
Título: Don’t stop the music
Autor: Rogério Lima Corrêa
Notas invisíveis, suspensas pelo ar
Possibilitam sensível toque
Caso raro, fazer música assim
Inaudível - o zunido de sua presença
Versa, aura. Toque, solo
Tic-tac, um compasso 8x8
Mais uma guitarra aguda,
Mais dia, menos tempo
A música é curta; duelo
De egos, base, técnicas
Experiências contidas (ou reprimidas)
E o inferno chega mais perto
Com os anjos caídos de um rock
Agressivo, dotado string compulsivo
Nos condena a um calor obssessivo
A cada infeliz momento que as malditas
Notas invisíveis chocam-se umas com
As outras
Outra vez
Mais tempo, mais dia
Exista mais, quem diria
Viva sem mais, poesia
Arte não, instinto;
Logo seu toque choca-se ao meu
Som, e todas as guitarras que prometiam
Um grande show cumprem seu papel:
Chocam-se às caixas, explodem
A moral, as grades de proteção
Incendeiam os vícios, em gotas
De suor incontido
De novo, zunido
Novo, por instinto
Don’t stop the music, repeat
Diferencial nosso – distinto.
Está sem edição, mas achei tão bonitinho que vai ficar assim.
Abraços, beijos e afagos.
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*Título: "My Revolution, música da Misato Watanabe (1986)"
sábado, 25 de setembro de 2010
Malícia Moderna
Autor: Rogério Lima Corrêa
Vasta cósmica atemporal
Poeira de fim de tarde
Bem que nada sabem!
Filosofando demagogia
Ouro de tolos, ou são burros, ou
Fingir enxergar torna-se fácil, ou
Fazer teatro torna-se padrão, ou
Trata-se de uma praga cult operária
Desespero alheio, babilônia
Cinzenta, hiper modernista
Desgraçada medusa de concreto;
Apaixona e abate por heresia
Ondas pouco religiosas
De energias nada virtuosas
Sonora, caótica comportamental
Ninguém sente, mas todo mundo pensa
[que pensa!
Ai de quem duvida deles
Bem que bom senso sempre diz
Que sempre é mais feliz quem duvida
Do mundo em plena sexta-feira à noite!
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Poemas registrados e fiscalizados. Mas se quiser copiar para o seu blog, fique a vontade. Apenas avise antes, ok?
(ultimamente este blog está tão parado...)
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Pai nosso, Marginal
Detritos perpendiculam a via:
Paralela, expressa, tangente
Nasal – talvez fatal – principalmente
Nariz de palhaço – uma doce ilusão
Cosmopolita versus realidade
Todo mundo usa, alinhado
Brake lights acesos na noite Marginal
Modo incomum de falar à multidão
Sem voz alguma, apenas buzina
Ao próximo, buzina e ronco;
Duelo de impotentes afetados pelo stress
Stress! Bem lembrado e lamentado
Seduz e convence homens sãos
Torna touros todos os cidadãos
Enraivecidos, prontos a serem abatidos
Stress! De sobrenome Sol
“Calor”, seu cumprimento matutino
Missão na Terra: desunião
Inimigo: preciosos analgésicos
Fumaça, fuligem, glossário do Fu
Fusca carroça e seu motor nada polido
1500 cilindradas e um dono 1500
Vezes menos inteligente – o carro enguiçou
Novamente enfileirados, sociedade
Organizada, de incompetência engravatada
Culpa do Fusca e seu motorista
Porque todo cidadão tem seu papel
Mais fumaça, poeira, discussão?
Engarrafamentos e aroma Tietê?
Espalhe a boa nova aos presentes
Porque finda agora o expediente
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Bem, não preciso contar novidades, afinal a minha vida pelo visto virou jornal. Só tem uma coisa que me deixa indignado até hoje: lembram-se daquele poema dividido em 20 dias? A "dona" que me inspirou sequer dá a mínima pra mim. Amizade pelo visto tem prazo de validade. É f***...
Beijos e obrigado pela visita!
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Breve descrição do Caos II
- Seu mundo é vasto e convidativo, porém incompleto. Neste lugar, não há cores ou linhas, as formas não sobrevivem; somente sua voz ecoa no éter que envolve esta paranóia simplista. Ao menos não é preciso perguntar “quem sou eu”, afinal você sabe que é um pouco de tudo e nada e muito de vice-versa. O meu mundo você já conhece.
- Não. Felizmente ou infelizmente sequer estou próxima disto.
- O meu mundo é um abismo. Enorme abismo composto pela matéria Nada. Cantinho empoeirado onde tudo se faz e nada se cria. Cataclismo. Não, calmaria. Talvez a divisão entre elevações e mundos alheios acabou por originar esta casa de número zero.
- Você se sente bem neste lugar?
- Muito bem, obrigado. Aprendi a sorrir e a aprender a importância da alegria frente à escuridão. Há, contudo, uma troca equivalente. À medida que algo é criado, o abismo expande. Quer saber?
- O que?
- Asas. Aprendi a arquitetar asas com um caro amigo arcanjo. Não sei se aprendi a voar, mas este pecado para mim se tornou divino. Mesmo expandindo vertiginosamente, abismo nenhum impedirá este jovem lunar de alcançar sua meta.
- Voar?
- Além. Materializar-me além, transpor-me sobre o sagrado por um instante, voar como flecha de aura por sobre os céus e aterrissar no mundo onde não há cores ou linhas e as formas não sobrevivem. Éter. Eternizar.
- Bobo. Estou gostando disso.
- Alegria, se lembra? Hora de impactar no breu.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Inconstante. Ou não. (parte final)
Delírio avermelhado, meu ponto forte
Intensidade ao uni-la, provando sorte
Brado a Lua: veja e reconheça
Os gatos selvagens que a acompanham pelo breu!
#Dia 16
Antes, durante e depois de um dia
De chuva - sensação ingrata de um dia
De frio - antes tarde do que nunca
Sem respostas e sem mais, devo envolvê-la
#Dia 17
Vidros já não mais separam
Os homens sim
Ruas, desencontros também;
Assim como o semáforo de suas intenções
#Dia 18
Só de observar o creme cafona
Claro bege salmão de tudo ao redor
Nada muda, apenas suja
Quero apenas sua elegância dark
#Dia 19
Just a fool on the planet
Porque este sonho compartilhado
Causa tremendo efeito colateral
Ressaca, dissimulação, vício
Sensação de jogar os olhos a frente
Do tempo - guiar nossos ombros alinhados
Executar a balança do poder, pendular
Dançar lentamente alguns sucessos
#Dia 20
=====
Este último dia não é da conta de ninguém, acho. Mesmo assim espero que tenham gostado. Abraços.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Inconstante. Ou não. (parte 1)
Título: Passos marcados para uma valsa de 20 dias
Autor: Rogério Lima Corrêa
#Dia 1
Sonhos tragados ao grito
Do vidro que separa e quebra
Com o lugar que lhe pertence
Uma cadeira cheia de vontades
#Dia 2
Vaidades armadas que declamam
Incertezas, em gestos imprecisos;
Contraste conciso e mais um toque
Iniciante pronto para o caos
#Dia 3
Verso em duelo de lâminas
Vozes em choque. Aura,
Vasta em atitudes que,
Sonhadoras, brincam pecados
#Dia 4
Perfil - visão panorâmica
Erros compartilhados por quê?
Finesse de trevas, faz-me sentir;
Farei você calar
# Dia 5
Surpresa ao rabiscá-la
Ensaiar o ensaio do anseio
De seu colo aquecido
Enegrecido. Possuído
# Dia 6
O inferno pede silêncio
Como se apenas uma provocação
Despisse barreiras tão capitais
Diante de carnais condenações
#Dia 7
Preparo minha sandice ao vê-la
Partir sete luas. Sobriedade
Rendada que, de forma escancarada
Convida meu corpo ao seu pescoço
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Coisas que o tempo não apaga, apenas modifica o .doc ou .txt
Neste post, deixo para apreciação algumas obras inacabadas. In fact, muitos dos versos abaixo mostrados fazem parte de outras obras registradas. De minha autoria, claro.
Sem título (2006)
Autor: Rogério Lima Corrêa
Deixa-me tocar teus versos então
Percorro-te com minhas intenções
Assim como as plumas desfalecem
Sobre ti revelam-se emoções
Em meio à tempestade estamos
Trazemos confusão ao firme leito
Olhar teu entre movimentos nossos
A tempestade grita nossos nomes!
Semeamos amor
Juntos repousamos, alimentando
Tempo, tempo, tempo; sem mais sussurros
Juntos à tempestade, gritando
=
Autor: Rogério Lima Corrêa
Título: Ilimitações do ser (2007)
(Potência desvairada
Contente por
Descontentamento)
Faculdades do falso ser
Intenções dúbias para anjos
De justiça
Sonora
Que se esvai
E decompõe o vazio
Completo,
Tempestuoso,
Gritante
Consumindo a carne em voraz angústia
Perplexa com paixões
Complexa no ilimitado
Consumado está.
====
Depois de um poema decente em inglês , alguns rascunhos para detonar a expectativa por algo maior. Calma, calma... Você é mais velho (a) que eu e pode esperar mais. Abraços
Broken Truce
Título: Broken Truce
Autor: Rogério Char
(Part 1 - Dreams Come True)
Spill out the petals from
The constellation of your silence
Rise, there's something between us
Raging like a storm in a vacuum
One more turn and we're down
Against childish indecisions
Spike 'em and leave the rest up
To the winds of deep insanity
Despair - a promise never declaimed
Time is passing me by
Changing the way I feel about mankind
Wind's like a friend right now
(Part 2 - Full Open Heart Breakthrough/ Panic)
Can I show the face of your life?
Can I shine the eyes of your days?
Can I be your shield and your knife?
Then I'll guide you in many ways
Too late, you cannot stop anymore
Oddity remains the same, name of the game
Our deep locked hearts are all going down
Falling! Under an open scream of a broken truce
(Part 3 - Thrusters-like candle eyes)
Something's wrong then, such intensity
What's going on with common sense?
Time to defy the stars, those windy illusions
Encountering each other, beyond the time
I'm staring at the dazzle
Giving up the frozen moon
To a long, deep, suicide
Flaming forbidden waltz
These words aren't powerless
Heartbeat now is for real
I'm not alone anymore
Now that you're here with me
====
Um grande abraço a todos. Novos textos estão nascendo.
(Ah sim, o nome Rogério Char é registrado, gente!)
terça-feira, 18 de maio de 2010
Faz sentido.
Espere, cale-se. Não há homem que não se torne às lágrimas. Pense bem, seu corpo me leva a conclusões mórbidas, tal como se fosse uma corredeira de grãos de areia desfacelando pelo sofá. Que tristeza, hein? Quer mais?
O pior neste caso é o fato de você estar viva. Suicida de terceira linha, daquelas que formulam clichês bem aceitos. Nada pode ser feito, você está condenada a vagar com os olhos frente ao corpo. Ou corpos. Quem mandou não fazer o que poderia ter sido feito? Vice-versa idem, estagnada e constante do meu tédio.
Nas últimas noites, confesso, você fez o certo. Envolveu-me com o ápice de suas mentiras amanhecidas. Sabedoria e coragem. Gritou alto que eu estava sob o seu domínio, mas sequer consegui enxergá-la. Alma penada! Perdeu a voz.
Aceita um café? Vamos sair depois? De que adianta mover meus braços para destinos incertos como se fosse um robô se nada do que pretendo para com a sua pessoa faz sentido? Apesar do desejo, minhas mal traçadas linhas de lamento não deixariam eu me tornar o demônio da sua não-existência. Haja ego, pecador.
Menina dos olhos de vapor, levante-se. Um momento a mais de prosa e teremos o triste fim de todos os casais que nunca o foram. Por fim, antes que haja aurora e despertar deste sonho, saiba que tudo isto faz um sentido danado. Porque sabemos bem que danado é o condenado. E que eu hei de desfrutar desta prisão como se fosse a minha casa. Amém.
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...?
terça-feira, 6 de abril de 2010
Daicon, Sci-Fi, Cultura Pop. O único Twilight que presta, para quem tem mais de 20 anos"
A partir de 1:35 você descobrirá porque os japoneses estão anos-luz a frente.
Para constar: é uma animação feita para uma feira Sci-Fi que ocorria no Japão há cerca de 3 décadas. Por violar centenas de direitos autorais, a distribuição deste vídeo foi proibida. Logo, o Laser-Disc (se você não sabe o que é, morra) contendo a abertura e mais alguns retratos virou raridade, assim como o Santo Graal.
A música tema deste vídeo é "Twilight", composta por Jeff Lynne e performada pela Electric Light Orchestra, uma das maiores bandas da história do rock
Por que eu postei este vídeo num blog de poesia? Porque este blog não é só de poesia, dãã. Arte. Vamos ver quantos personagens você consegue identificar no vídeo... Se identificar 20 ou mais, ganha um prêmio especial do Char. Ops... Char, um dos que aparece no vídeo (fikdik).
A resposta (listagem das referências de personagens) aparecerá no próximo post. Aproveitem o vídeo e beijos!
quinta-feira, 25 de março de 2010
Agora eu sei porque meu namoro de um ano e meio terminou em 2008...
Só depois que o namoro terminou que eu desandei a escrever sobre ela. Era tudo porcaria, sentimentalismo barato de quem estava claramente afetado. Sabe, acho que os relacionamentos são os piores inimigos da poesia.
Um dos poemas da minha "fase negra" se chama "Breve descrição do caos". Clichê, I know, mas tinha lá sua profundidade.
Título: Breve Descrição do Caos
Autor: Rogério Lima Corrêa
Palavras solitárias esparramadas
Em minha cama. Pergunta onde
Estão os suaves gestos que um dia
As uniram. Fugiram. Irradia
À luz rasa sobre a escrivaninha
onde a observava em virginal repouso
Ouvindo "I love You" e jurando
Preces que eternamente estaria sonhando
Fumaça e espuma poetas
Desenham a ilusão em copos
Escrevem "Amo-te" por vício
Em maldizer a virtude do fim ao início
Acendo a luz
Ascendo ao tom
De nossos corpos nus
Daquele tempo bom
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Doeu?
segunda-feira, 15 de março de 2010
Heart Shield attacks once again
Quantas páginas você quer ocupar no livro da história de alguém? Sendo assim, já parou para pensar em quantas páginas de sua própria história você está sacrificando?
Vale a pena? (Y/N)
(Yes)
Título: Transmissão
Autor: Rogério Lima Corrêa
Poemas, todos panos
Necro Amabilia ao vento
Pois o poeta tenta
Um tiro no escuro
Linhas elétricas que toda noite
Insistem em investir neste jovem,
Amante,que acabou de descobrir:
A poesia é o toque da doce voz
Linhas, levem palavras para ela;
Espero o tear magnético de meus sentimentos
Entrelaçados em antenas por todo o planeta
A recíproca é possível
"O impossível
não existe
Há apenas o improvável
Eu te amo"
E assim caiu a linha
-
(No)
Título: Cegueira
Autor: Rogério Lima Corrêa
Meus olhos fecharam-se para o Sol
Sem saber se era para ela que estavam a olhar;
Esperar a meia-luz do limiar
Sol da noite - enluará
Sinto-me trancafiado nessa desvairada
Detenção simpática, iluminada e agradável;
As verdades que só cruzando a rua do inevitável
Breu do nada - estrelará
Quero mais é que minha seriedade
Morra de overdose na mesmíssima
Psicose; assassinada pelos agentes da osmose
Ego cego - necrosará
Melhor pedir o ninguém da natureza morta
Em casamento; a novidade descansa sua pele
No cemitério; ela ainda olha para o Sol
Menina, meu amor - vou te matar
(N.A: "Esperar a meia luz" mesmo, sem a crase)
=
O final deste último poema é meio trash, mas fazer o que? Não vou mudá-lo após 2 anos.
Well, espero de alguma maneira ter ajudado.