terça-feira, 5 de abril de 2011

E aí?

Se o guarda-chuva quebrado,
Seja do empresário introspectivo
Ou do mendigo andarilho
E aí? Pode funcionar

Se o cigarro de um atrapalha
Todos perdem tempo, talvez;
Alguns, a sanidade. Salubridade?
Mas para um? Passa despercebido

Se o remédio faz efeito,
Alguém também pode reclamar
Ao paulistano não há enfermidade,
Apenas a chance de não trabalhar

Se o grito voa,
Voe para saber
E aí? Pode funcionar
Ruim é ficar à toa

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Changes, parte 1*

Daqui a 18 anos:

- Você não vai querer assistir um DVD com seu filho, vai?
Talvez DVD seja uma peça de museu, um disco que parece com o Blu-Ray, mas você será o único a falar "bons tempos". Ou não.

- Cassete?
Hoje já acham o maior barato, no sentido exótico. Se em 2029 você ainda tiver um, está rico. Talvez peguem para objeto de estudo arqueológico.

- Você provavelmente será o único a ouvir vinil.
Há duas probabilidades: ou seu filho vai te achar cafona e não vai querer apresentar a namorada, ou ele vai simplesmente virar um retrógrado. Um LP tem efeito mágico sobre qualquer um. Quem sabe a humanidade ainda queira uns chiadinhos nostálgicos.

- Quem possuir CD será tachado de otário.
O que? Você pagava tudo isso?! Você comprará música pelo iTunes... Ou o site da moda.

- "Pai, o que é TV? O que isso significa? Teletransporte a Vácuo?"
Okay, não vamos exagerar, porém a ciência indica que imagens serão projetadas através de nanotecnologia. TVs serão mais finas que adesivos. Bizarro, não?

- Por que chegar em casa para ligar o computador? Hey, 2011 já foi. Há 18 anos!
Você perderá o controle sobre seu filho. No máximo conseguirá falar com ele até a infância. Depois, assim como todos, dedicará toda sua vida a uma máquina que talvez tenha o nome de celular. Paranóia cibernética, dedicaremos o nosso cotidiano a um aparelho que organizará toda a nossa vida. Ainda quer chegar em casa para acessar o msn?

- Elvis estará para Beethoven assim como Avenged Sevenfold será um grande clássico de uma década.
Infelizmente, os instrumentos carecerão cada vez mais de bons instrumentistas. A geração imediatista não quer refinamento; isso eles obtém das máquinas.

- "Sinto muito senhor, teremos de apreender o seu veículo"
Não tem um carro movido a eletricidade?! Sinto muito. Gasolina, álcool... Tudo isso ameaça o pouco que temos aqui no mundo, graças a pessoas como você em 2011.

- "Pai, que negócio bizarro! Solta fumaça e está nas minhas aulas de história."
Cigarro. A nova geração não vai mais querer fumar. Existirão outras drogas menos ofensivas. Os ídolos do futuro morrerão num iDoser hahahaha.


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Calma que logo logo tem mais!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Ao espírito mais raro deste Multiverso

Danny Morgan.

Autora do calor temporal
Sim, está chovendo lá fora
Descubramo-nos para o incêndio
Deusa sem tempo, não vá embora, embora...

I can't fake my true feelings
I can't avoid drowning in shadows
I couldn't touch you, reach and adore
That's why the evils keep singing it more

Na fala do fado ao esquecimento
Nenhum estalo de lábios será esquecido
E qualquer olhar pelo amor despido
Nada a nenhum, privação do sentimento

Sua imagem quando me prostro em choro
De guerreiro é palpitante miragem
Junto ao vinho coração coage
Reage em embriaguez à falta de coragem

Alva rósea menina, flama
Dos cinco indicadores, áurea
Sabes que sou o que tu és
Versa, aura

Brinco de senhor do tempo
Por saber demais da versatilidade
Espacial
Entre nós, Tudo e Nada.


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Uma nova era começa.

Beijos a todos.

Obs: Medley de "Simples" (parágrafo I), "Damnation at the Ocean's Floor" (II), "Decair, parte II - A Morte" (III e IV) e "Parafernália Cósmica" (V e VI). Qualquer uso destes poemas sem a autorização do autor (Rogério Lima Corrêa) acarretará em execuções judiciais contra o fdp, tal como as surubas de inúmeras execuções na Jumbo Cat. Ou seja: prepare-se, farei o sangue jorrar pelo seu couro cabeludo, infrator.

Obrigado.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Pantera Escarlate

Patrícia.

Título: After-Effect
Autor: Rogério Lima Corrêa

Ação perdida em momentos Frenesi
Quem nunca obteve, invejou, perdeu?
Atitudes precipitadas frente a ti:
Fácil, à forma de loucos frente ao abismo

After-effect – o Tempo não perdoa;
Condena-me ao pensamento transcendental
Transpassa bom senso, amizade, adrenalina
Por uma maldita imagem perpétua nada romântica

Insegurança, talvez? Beijos vividos em pretérito
Surrealizam prazeres etéreos, enluarados
Mesmo que vívidos e experienciados
Concretizam real vontade de provável desatino

Dois modos
Um momento para olhar
Para em momento algum gesto tentar
Cafajeste, desequilíbrio ou amor de momento?

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Ano novo? Atitude...

domingo, 5 de dezembro de 2010

My Revolution*

Bons dias, caros leitores.

Será que o imediatismo é tão bom assim? A sociedade propaga um dinamismo que a própria massa da mesma não está acostumada. Perdem o controle e tornam-se robôs ou loucos. Agora tornou-se mais fácil parecer inteligente diante de todos. Basta ser você mesmo, sem influências hype.

Faz tempo que não escrevo. Devo aprender a escrever algo diferente de poesia senão a minha vida e este blog tornar-se-ão um completo tédio. Até porque não sou um poeta daqueles. Se nada der certo, viro cafetão da Peixoto Gomide.

Título: Don’t stop the music
Autor: Rogério Lima Corrêa

Notas invisíveis, suspensas pelo ar
Possibilitam sensível toque
Caso raro, fazer música assim
Inaudível - o zunido de sua presença

Versa, aura. Toque, solo
Tic-tac, um compasso 8x8
Mais uma guitarra aguda,
Mais dia, menos tempo
A música é curta; duelo
De egos, base, técnicas
Experiências contidas (ou reprimidas)
E o inferno chega mais perto
Com os anjos caídos de um rock
Agressivo, dotado string compulsivo
Nos condena a um calor obssessivo
A cada infeliz momento que as malditas
Notas invisíveis chocam-se umas com
As outras
Outra vez
Mais tempo, mais dia
Exista mais, quem diria
Viva sem mais, poesia
Arte não, instinto;
Logo seu toque choca-se ao meu
Som, e todas as guitarras que prometiam
Um grande show cumprem seu papel:
Chocam-se às caixas, explodem
A moral, as grades de proteção
Incendeiam os vícios, em gotas
De suor incontido
De novo, zunido
Novo, por instinto
Don’t stop the music, repeat
Diferencial nosso – distinto.


Está sem edição, mas achei tão bonitinho que vai ficar assim.

Abraços, beijos e afagos.

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*Título: "My Revolution, música da Misato Watanabe (1986)"

sábado, 25 de setembro de 2010

Malícia Moderna

Título: Malícia moderna
Autor: Rogério Lima Corrêa

Vasta cósmica atemporal
Poeira de fim de tarde
Bem que nada sabem!
Filosofando demagogia

Ouro de tolos, ou são burros, ou
Fingir enxergar torna-se fácil, ou
Fazer teatro torna-se padrão, ou
Trata-se de uma praga cult operária

Desespero alheio, babilônia
Cinzenta, hiper modernista
Desgraçada medusa de concreto;
Apaixona e abate por heresia

Ondas pouco religiosas
De energias nada virtuosas
Sonora, caótica comportamental
Ninguém sente, mas todo mundo pensa
[que pensa!

Ai de quem duvida deles
Bem que bom senso sempre diz
Que sempre é mais feliz quem duvida
Do mundo em plena sexta-feira à noite!

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Poemas registrados e fiscalizados. Mas se quiser copiar para o seu blog, fique a vontade. Apenas avise antes, ok?
(ultimamente este blog está tão parado...)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Pai nosso, Marginal

Nuvem de chão, poeira mista
Detritos perpendiculam a via:
Paralela, expressa, tangente
Nasal – talvez fatal – principalmente

Nariz de palhaço – uma doce ilusão
Cosmopolita versus realidade
Todo mundo usa, alinhado
Brake lights acesos na noite Marginal

Modo incomum de falar à multidão
Sem voz alguma, apenas buzina
Ao próximo, buzina e ronco;
Duelo de impotentes afetados pelo stress

Stress! Bem lembrado e lamentado
Seduz e convence homens sãos
Torna touros todos os cidadãos
Enraivecidos, prontos a serem abatidos

Stress! De sobrenome Sol
“Calor”, seu cumprimento matutino
Missão na Terra: desunião
Inimigo: preciosos analgésicos

Fumaça, fuligem, glossário do Fu
Fusca carroça e seu motor nada polido
1500 cilindradas e um dono 1500
Vezes menos inteligente – o carro enguiçou

Novamente enfileirados, sociedade
Organizada, de incompetência engravatada
Culpa do Fusca e seu motorista
Porque todo cidadão tem seu papel

Mais fumaça, poeira, discussão?
Engarrafamentos e aroma Tietê?
Espalhe a boa nova aos presentes
Porque finda agora o expediente

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Bem, não preciso contar novidades, afinal a minha vida pelo visto virou jornal. Só tem uma coisa que me deixa indignado até hoje: lembram-se daquele poema dividido em 20 dias? A "dona" que me inspirou sequer dá a mínima pra mim. Amizade pelo visto tem prazo de validade. É f***...

Beijos e obrigado pela visita!